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Fenda de tempo



Um tempo. Seja ele algumas hora, alguns dias e porque não alguns meses, são de extrema importância para analisar cada detalhe que tenha passado despercebido. Nessa fenda costumamos viver um amontoado de sentimentos. Angustia, medo, agonia, tristeza, aquele nó na garganta, talvez liberdade? E principalmente, saudade. E é quando a saudade bate que aquelas perguntas tão insistentes continuam martelando em sua cabeça “O que eu fiz de errado?” “Se eu tivesse mudado algo, isso seria diferente?”. A resposta é: NÃO! Sinto lhe dizer, mas se você tivesse o poder de voltar no tempo e mudado algum detalhe em determinado momento, estaria do mesmo jeito que esta agora. É cruel de se ouvir, eu sei. Mas não foi aquela roupa que você vestiu naquele dia que te deu azar, muito menos alguma musica que tenha ouvido que por algum motivo não lhe trouxe sorte. Ou até mesmo aquela crise de sinceridade momentânea... Não dá para mudar o que o destino nos reserva. Talvez você possa conseguir adia-lo, mas isso só ira feri-la ainda mais (muito mais eu diria).

Eu já tentei. Mudar, meus gostos, mudar meu cabelo, vestir a camisa da cor favorita, já tentei de tudo. E não deu certo. E não da mesmo, sabe por que? Porque nessa fenda de tempo, acabamos descobrindo que por amar tanto alguém acabamos esquecendo de nos amar. De nos respeitar e de fazer nossas próprias vontades. É males do amor, normal. Um dia a gente cansa de ser tão frágil, de se tornar tão vulnerável as ações de alguém, de sempre correr atrás depois de uma briga, de sempre procurar... A gente cansa. Abrir mão do que sempre te fez bem não é ser forte. É ser covarde. Mas isso nem sempre se aplica a você. A gente sabe quando fez o certo e sabe também quando alguém abre mão. E nessa fenda ainda me resta entender o porquê ainda me machuca o descaso das pessoas, a falta de cuidado e de preocupação. Mas uma coisa que eu já entendi e aprendi foi que eu não posso deixar de me amar, nunca, nunquinha mesmo! O desamor para si mesmo é o mais fundo do poço que alguém possa chegar.

E recuperando o amor pela minha própria pessoa, posso falar agora em alto, claro e bom som: “Estou aqui, se quiser me procura, me encontre... Mas se não quiser, tenho a mim mesma. Obrigada”.

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